Porque serviços em tempo real são a próxima grande oportunidade para os CIOs?

Pergunta Rápida: O que o Uber, o carrinho de compras da Amazon, o seu APP do banco e a detecção de fraudes on-line têm em comum?

Resposta: Todos eles dependem de serviços de dados em tempo real. Acredito que esta seja a próxima fase da transformação digital para empresas, e os CIOs voltados para o futuro devem tomar nota.

Nós passamos por pelo menos duas grandes transformações de computação nos últimos 20 anos. Primeiro, tivemos a virtualização, que nos permitiu particionar servidores de alto volume e abriu o caminho para a nuvem pública. Em seguida, a nuvem se expandiu em todas as suas formas – pública, privada e híbrida – fornecendo às empresas uma infraestrutura sob demanda em um modelo de pague conforme o uso.

Agora vem os serviços em tempo real. O que isto significa? Trata-se de disponibilizar dados para aplicativos em tempo real, em todas as plataformas e dispositivos, para fornecer aos clientes e funcionários as informações mais recentes na ponta dos dedos. Embora a virtualização e a nuvem atendam principalmente às necessidades de infraestrutura, os serviços em tempo real são sobre os dados e os aplicativos.  Meu trabalho nessa área de rápido crescimento me convenceu de que tornar-se uma empresa de aplicativos em tempo real é a próxima oportunidade para os CIOs.

Até 2025, a IDC projeta que 163 Zettabytes de dados serão criados a cada ano, e 25% desses dados serão em tempo real por natureza. Essa é uma enorme quantidade de dados que terão que atravessar redes e serem disponibilizadas para aplicativos instantaneamente. Existem muitos exemplos. O Uber é óbvio: quando eu abro meu aplicativo, quero saber imediatamente quanto tempo vou esperar pelo meu carro e quanto vai custar. Se eu for ao meu laptop e me inscrever no Hulu/Netflix, quando ligar a TV um pouco depois, espero que minha conta seja ativada. Se eu depositar um cheque no caixa eletrônico, quero que ele seja refletido no saldo do meu telefone imediatamente.

E não são apenas aplicativos para o consumidor final: na empresa, clientes e funcionários querem informações atualizadas para as oportunidades de vendas, verificações de inventário e aplicações financeiras. Mais importante ainda, alguns dos usos mais poderosos da inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina, como reconhecimento facial e previsão de negociações de ações, dependem do acesso a dados em tempo real – não um “Data Lake” que foi preenchido no mês passado.

Subjacente a tudo isso está uma infra-estrutura que permite que os dados sejam movidos o mais rápido possível entre bancos de dados e aplicativos. Ele precisa ser dimensionado rapidamente quando as conexões e as solicitações de dados aumentam, e deve ser inevitavelmente automatizado, pois os administradores de TI simplesmente não podem configurar os serviços manualmente onde e quando forem necessários.
Felizmente, temos a tecnologia de que precisamos para suportar esses serviços em tempo real. O Docker e o Google foram pioneiros em tecnologias como contêineres, Kubernetes e microsserviços, permitindo a rápida implantação de aplicativos de maneira geograficamente distribuída. Essa pilha tecnológica dos contêineres já foi expandida com segurança, monitoramento e gerenciamento de dados, permitindo a implantação segura de aplicativos e seus dados. Essas chamadas tecnologias nativas da nuvem agora estão acessíveis a empresas tradicionais e podem ser implantadas em ambientes de nuvem pública, privada e híbrida.

A nuvem foi um grande passo à frente para a TI, mas tratava-se, na verdade, de criar uma infraestrutura mais eficiente e flexível – a funcionalidade do aplicativo parece ser a mesma para os usuários finais, independentemente de onde esses aplicativos estão hospedados. Eu vejo a mudança para serviços de dados em tempo real como uma mudança sísmica que altera fundamentalmente a experiência do aplicativo. Serviços ao consumidor como Uber, Netflix e Amazon tornaram o acesso instantâneo à informação, e agora as empresas devem seguir o exemplo.

Murli Thirumale é co-fundador e CEO da Portworx, uma empresa nativa de armazenamento em nuvem. Ele foi co-fundador e CEO da Ocarina Networks.

Artigo Original: https://www.forbes.com/sites/forbestechcouncil/2018/12/12/why-real-time-services-are-the-next-big-opportunity-for-cios/#1233440c49e5

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